quinta-feira, 26 de abril de 2007

Quem Pode Salvar a Terra?

Um planeta povoado de 60 mil armas nucleares é um planeta com futuro?
Um vibrante apelo à paz, em nome da nossa dignidade humana e em nome do respeito ao universo de que fazemos parte.

Parte 1



Parte 2

segunda-feira, 16 de abril de 2007

A um Deus das Lacunas é atribuída a responsabilidade pelo que ainda não compreendemos

"Hipócrates de Cós é o pai da medicina. Ele é ainda lembrado, 2500 anos depois, por causa do juramento hipocrático (uma forma alterada desse juramento ainda é repetida, em alguns lugares, pelos estudantes de medicina no momento de sua formatura). Mas ele é celebrado sobretudo por seus esforços para arrancar a medicina do terreno da superstição e trazê-la à luz da ciência. Numa passagem típica, Hipócrates escreveu: “Os homens acham a epilepsia divina, simplesmente porque não a compreendem. Mas se chamassem de divino tudo o que não compreendem, ora, as coisas divinas não teriam fim”. Em vez de reconhecer que em muitas áreas somos ignorantes, temos nos inclinado a dizer, por exemplo, que o Universo está impregnado com o inefável. A um Deus das Lacunas é atribuída a responsabilidade pelo que ainda não compreendemos. Como o conhecimento da medicina tem se desenvolvido desde o século IV a.C., cada vez mais aumenta o que compreendemos e diminui o que tinha de ser atribuído à intervenção divina – a respeito das causas ou do tratamento da doença. As mortes na hora do parto e a mortalidade infantil decresceram, o tempo de vida foi prolongado, e a medicina melhorou a qualidade de vida para bilhões de seres humanos em todo o planeta."

Carl Sagan


Bom, muita gente acredita que religião, política e futebol são se discutem. Pois estão aí talvez meus temas favoritos!
Quem já conversou um pouco comigo já sabe do meu ceticismo em relação a tudo, inclusive em relação a própria ciência.
É favorável aos que temem ter verdades derrubadas, dizer que religião não se discute, pois se discute sim, e muitas teses caem, e em geral até a razão de existir fica sem sentido.
Defendo a bandeira de que "A religião é o ópio do povo", acho a definição de Marx brilhante, pois é o ópio, o narcótico que alivia a dor. E quem entre todos nós não se pergunta sobre o futuro, o passado, de onde viemos e para onde vamos? Alguns poupam-se do trabalho de pensar, e aceitam as explicações religiosas dessa ou daquela corrente.
Admiro aqueles que dentro ou fora de uma religião, não perdem o espírito questionador. O método científico sem dúvidas não é o senhor da verdade, mas sem dúvida, é uma tentativa dentro dos limites humanos, de organizar e desenvolver idéias, de observar a natureza, elaborar teorias e buscar sua aplicabilidade. A ciência cresce de erro em erro, mas a humildade científica é o mais impressionante. Ao ter uma teoria quebrada, um cientista pode se decepcionar, mas logo vai atrás dos novos rumos, das novas respostas, e talvez isso seja o diferencial, não persistir nos erros.
Muitos devem estar se perguntando... poxa, ele não acredita em Deus?
Bom, acredito sim! Mas pego um gancho agora no grande Carlos Drummond de Andrade, que tão bem traduziu o que penso.

"Considero-me agnóstico. Sou uma pessoa que não tem capacidade intelectual e competência para resolver o problema infinito que é se existe ou não existe uma divindade."

"Muitas pessoas usam, erroneamente, a palavra agnosticismo com o sentido de "ateísmo fraco" e usam a expressão "Ateísmo" apenas com o significado de "ateísmo ativo" (que afirma categoricamente a inexistência de Deus). O problema é que não se pode estabelecer realmente a crença de alguém simplesmente pelo fato de ele se intitular agnóstico. Pode haver, por exemplo, um teísta agnóstico que considere impossível descobrir por meio da razão se Deus realmente existe, mas que afirme crer em deus (ou deuses) por meio da fé. Há também aquele que não crê na existência dos deuses conforme descritos pelas religiões, mas acreditam na possibilidade de existência de um outro tipo de entidade sobrenatural (estes são comumente chamados de "deístas").

O agnóstico, à primeira vista, opõe-se não propriamente a Deus, mas sim à possibilidade de a razão humana conhecer tal entidade (gnose tem a sua origem etimológica na palavra grega que significa «conhecimento»). Para os agnósticos, assim como não é possível provar racionalmente a existência de Deus, é igualmente impossível provar a sua inexistência, logo, constituindo um labirinto sem saída a questão da existência de Deus, não se deve colocar sequer como problema, já que nenhuma necessidade prática nos impele a embrenharmo-nos em tal tarefa estéril." Wikipédia

Em resumo, sou a favor de deixarmos a questão religiosa de lado, acho que essa é uma nuvem de fumaça que por muito tempo vai atrasar a evolução da humanidade. Que tenhamos coragem de admitir nossa incapacidade em definir o que a vida, ou o fim dela, nos reserva. Vamos procurar explicações racionais para os fenômenos que nos cercam, as experiências "sobrenaturais" sem dúvida podem ser explicadas.
Somos menos que um grão de areia no deserto, somos habitantes de 1 planeta entre bilhões de trilhões de outros.
Para mim, Deus, ou seja lá o nome que lhe melhor convier, seria o ponto de partida de tudo, aceito o propósito de criador, e não o defino como uma forma sobre-humana, um fênomeno natural, ou qualquer outra coisa, apenas é o único lugar lógico que consigo encontrar para sua existência.
Penso que nossos esforços como seres pensantes em busca de respostas deveriam se direcionar a uma simples e clara definição, o "Cosmos". Que Sagan bem definiu como:

"O COSMOS É TUDO O QUE EXISTE, QUE EXISTIU OU QUE EXISTIRÁ."

terça-feira, 3 de abril de 2007

O GOLPE DAS CARTEIRAS DE ESTUDANTE

O assunto vem sendo discutido há bastante tempo. Há uma quase unanimidade sobre a necessidade de alteração da lei, entretanto pouco se avança em ações efetivas. O fato é que a instituição “carteira de estudante” está falida. É uma grande farsa seu uso para obter a “meia-entrada” em shows e outros eventos. É um engodo generalizado em que alguns têm lucros (os emissores de carteirinhas) e a população em geral perde, ludibriada pela falsa impressão de pagar menos nos espetáculos.

O assunto carteira de estudante serve para exemplificar como é difícil se decidir alguma coisa no Brasil. Desde 2001, quando a emissão de carteiras deixou de ser exclusiva da UNE, o negócio tornou-se lucrativo e a solução que já sofria críticas, se degenerou por completo. A Jovem Pan faturou cerca de 4 milhões de reais emitindo 130 mil carteirinhas. Até a Skol emite carteiras para os bebedores da cerveja. A proliferação do documento gerou uma reação óbvia e previsível: os preços de cinemas, shows e casas de diversão foram majorados. Funciona assim: todo mundo arranja uma carteira, fica achando que é esperto e que paga mais barato, mas o preço é aumentado para compensar a meia-entrada, e todos pagam é caro mesmo. Existe um porém: aquele que não se dispõe a obter uma carteira fica sendo o otário que vai pagar sempre mais caro por entradas de cinema ou outros shows.

Além dos desvios de preços provocados pela disseminação de carteiras de estudante, há uma perda maior para nossa já combalida sociedade. As pessoas são estimuladas a falsificar ou obter carteiras para obter descontos. É a propaganda subliminar de que “vale tudo” e que uma pequena ilegalidade pode ser praticada sem culpa. Este treinamento para a falsidade ideológica, para as práticas ilegais, é um dano de largo alcance que vem junto com o uso de carteiras por não estudantes. Cada vez é mais comum encontrarmos pessoas abastadas se reduzindo a mediocridade de fazer uma carteira de estudante para pagar meia nos cinemas.

A rigor, a carteira de estudante dar desconto é inconstitucional. Por que o trabalhador deve ser tratado diferentemente do estudante? O trabalhador jovem também deveria ser estimulado a consumir cultura com preços reduzidos. O estudante de escola pública e privada deve ser tratado da mesma maneira? Anestesiados pelos falsos ganhos, ninguém quer discutir o assunto. Há solução simples para o problema. Não podemos dizer que somos originais em propô-la. O deputado estadual Wanderlê Correia, de Sergipe, propôs o pagamento da meia-entrada para jovens de até 21 anos de idade, que nos debates da câmara do estado foi estendida para a idade de 24 anos, em virtude de ser esta a idade do primeiro emprego para os estudantes. Por que não adotar solução tão simples? O desconto definido pela idade é muito mais democrático. Os jovens seriam favorecidos e motivados para os programas culturais com preços inferiores. Deixaríamos de favorecer aquele que tem recursos para investir na educação enquanto deixamos os que têm que trabalhar para viver pagarem o preço cheio. Seria de fácil controle, já que todos têm o documento de identidade. Descontos para detentores de carteiras de estudante ou quaisquer outras ficariam a critério do comércio.

Na “Zona Brasil” a que chegamos, carteiras de estudante podem parecer assunto sem importância, mas elas são um sintoma a mais. Mais um sintoma entre tantos!

Por: Ernesto Friedman

Será que tem que ser assim mesmo?

Hoje, antes de sair da faculdade fui fazer meu desejum em "Seu Mário", quando eu fui reclamar de algo que eu nem lembro mais o que era, vejo no telejornal matinal algumas "daquelas" reportagens que costumavam chocar a todos, mas hoje é diferente, pego o jornal (Folha de Pernambuco) folheio a parte de esportes e logo caio na parte de Polícia, para não estragar meu dia abrevio a leitura, mas... o que isso tem a ver com o blog?
Quando na parada de ônibus vejo em pouco tempo de espera a grande quantidade de pessoas que passam por mim em bicicletas carregando "coisas para vender", umas lícitas, outras nem tanto, mas... o que isso tem a ver com o blog?
Ainda dentro do ônibus pego um engarrafamento na cde da boa vista por conta de um protesto de alguns "sem" alguma coisa, que fica ainda pior sob o sol causticante que Recife vem apresentando nos últimos dias, talvez por culpa dos excessos que o homem vem cometendo ao longo dos séculos contra natureza, não, o protesto não era do pessoal do greenpeace, era dos "sem teto" mesmo... mas... o que isso tem a ver com o blog?
Já no meu trabalho, fico por dentro de onde a prefeitura gasta seus recursos e faço um julgamento apressado, "por que se gasta tanto com computadores para as escolas, se eles não sabem usar?" "por que se gasta tanto com tratamento de fumantes, alcóolatras e drogados se foram eles que procuraram a própria sorte?", divagando, digitando e trabalhando eu vou seguindo meu horário de trabalho. mas... o que isso tem a ver com o blog?
Agora sim hora do almoço, hora de relaxar, esquecer de tudo, digerir uma boa comida e descansar à sombra do ipê amarelo, no restaurante encontro uma criança pedindo esmola para comer, então eu disse "se é para comer, vamos comigo! eu vou tb..." aí o menino disse "eles não me deixam entrar aí não, tio" aí eu disse "tio é o caralho, e eles vão deixar vc entrar sim, venha!", claro que eles não deixaram, claro que eu fiz um escândalo, claro que ele comeu na mesa ao meu lado, sob alguns olhares de reprovação e admiração, e sob meu desdém aos olhares de todos.
Depois disso tudo já na sombra descansando a minha beleza, vem meu pensamento sobre o assunto, é impressionante como algumas pessoas ignoram coisas tão repugnantes, chocantes, impressionantes e se comovem com coisas tão triviais (cabe a cada um fazer o próprio julgamento sobre o que é trivial ou não), digo isso pq eu não me importei com a situação econômica de "seu mário", marcelo, lúcia e outros tantos que estão tão próximos a nós e que não têm uma vida financeira agradável, nem com a violência que se banalizou, estupros, assassinatos, latrocínios e outros artigos do código penal que não me abalam mais, as pessoas que ganham a vida num situação que nenhum de nós gostaríamos de estar, vendendo coisas na rua, tentando ganhar a vida de um jeito ou de outro, lícitamente ou não (longe de mim fazer apologia ao crime!), enquanto a maioria dos políticos tenta nos provar que nós somos imbecis eu esqueço de elogiar os "bons" e "honestos", e ainda me vanglorio por ter pago um almoço a um pedinte com o tíquete que a prefeitura me paga para refeição e eu uso pra tomar cachaça em lulinha...

Enfim, eu estou insatisfeito também, mas insatisfeito comigo mesmo, com minha classe, com meus pares, que se revoltam por tão pouco, e se esquecem do mais importante, que deturpam valores, esquecem do ser humano, do meio ambiente, de tudo que aquilo que suas caixas de e-mail estão lotadas de correntes, toda aquela demagogia que é propagada por todos e NINGUÉM FAZ NADA... Nem eu, nem vc, nem ninguém... Não estamos nem aí! Será que nós poderíamos fazer a nossa parte?

ou

SERÁ QUE TEM QUE SER ASSIM MESMO?

SERÁ QUE TEM QUE SER ASSIM MESMO?

Everton

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Olha o naipe da concorrência!!



Estou insatisfeito com meus concorrentes...
A galera arruma um trocado não sei como, coloca um macaco rochedo, e começa a funcionar...
Lan Rouse é o fim da linha heinn...